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25 Gafes de português que você não pode cometer na prova!

Olá, concurseiros! Estamos aqui hoje para falar de algumas regrinhas gramaticais da nossa língua mãe.

É verdade que bacharéis em Direito já costumam ter um ótimo desempenho nesse quesito. Afinal, é um curso que exige grandes volumes de leitura com linguagem formal.

Ainda assim, aqui na Ad Verum costumamos nos deparar com erros que podem parecer bestas, mas que vez ou outra tiram alguns décimos até mesmo de candidatos na 2ª fase de concursos.

Seja para a prova objetiva de cargos como Delegado e Analista, seja para as provas discursivas de concursos como Magistratura e Cartório, ter um bom domínio do Português é importante para a vida.

Então não custa prevenir! Vem dar uma olhada em gafes comuns do dia a dia:


1. “Acerca de” / “A cerca de”
Errado: Estavam discutindo a cerca de política.
Certo: Estavam discutindo acerca de política.
Por quê? “Acerca de” significa “a respeito de”. “A cerca de” indica aproximação.
Ex: Eu trabalho a cerca de 5 km daqui.






2. “Menos” ou “Menas”
Errado: Os atendentes fizeram menas tarefas hoje.
Certo: Os atendentes fizeram menos tarefas hoje.
Por quê? “Menas”não existe. Mesmo referindo-se a palavras femininas, use sempre menos.
Ex: Havia menos pessoas naquele departamento.





3. “Traz” / “Trás”
Errado: Ele olhou para traz e viu o vulto.
Certo: Ele olhou para trás e viu o vulto.
Por quê? “Trás” significa parte posterior. “Traz” é a conjugação do verbo “trazer” na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo.
Ex: Ela sempre traz os relatórios para a gerência.


4. “Deu” / “Deram” tantas horas
Errado: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.
Certo: Deram dez da noite e ele ainda não chegou.
Por quê? Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância com ele:
Ex: “O sino bateu dez horas.”



5. “Perca” / “perda”
Errado: Há muita perca de tempo com banalidades.
Certo: Há muita perda de tempo com banalidades.
Por quê? “Perca” é verbo e “perda” é substantivo.
Exs: Não perca as esperanças! Essa perda foi irreparável.




6. “Para mim” / “Para eu” fazer
Errado: Era para mim fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.
Certo: Era para eu fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.
Por quê? “Para eu” deve ser usado quando se referir ao sujeito da frase e for seguido de um verbo no infinitivo.




7. “Mas” / “Mais”
Errado: Gostaria de ter viajado, mais tive um imprevisto.
Certo: Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.
Por quê? “Mas” é conjunção adversativa e significa “porém”. “Mais” é advérbio de intensidade.
Ex: Adicione mais açúcar se quiser.




8. “Chego” / “Chegado”
Errado: O candidato havia chego atrasado para a entrevista.
Certo: O candidato havia chegado atrasado para a entrevista.
Por quê? Embora alguns verbos tenham dupla forma de particípio (Exs: imprimido/impresso, frito/fritado, acendido/aceso), o único particípio do verbo chegar é chegado. Chego é 1a pessoa do Presente do Indicativo.
Ex: Eu sempre chego cedo.




9. “Tão pouco” / “Tampouco”
Errado: Não compareceu ao trabalho, tão pouco justificou sua ausência.
Certo: Não compareceu ao trabalho, tampouco justificou sua ausência.
Por quê? “Tampouco” corresponde a “também não”, “nem sequer”. “Tão pouco” corresponde a “muito pouco”.
Ex: Trabalhamos muito e ganhamos tão pouco.




10. “Mas” / “Mais”
Errado: Gostaria de ter viajado, mais tive um imprevisto.
Certo: Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.
Por quê? “Mas” é conjunção adversativa e significa “porém”. “Mais” é advérbio de intensidade.
Ex: Adicione mais açúcar se quiser.




11. “Assistir o” / “Assistir ao”
Errado: Ele assistiu o filme “A teoria do nada”.
Certo: Ele assistiu ao filme “A teoria do nada”.
Por quê? O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição a.




12. “Existe” / “Existem”
Errado: Existe muitos problemas nesta empresa.
Certo: Existem muitos problemas nesta empresa.
Por quê? O verbo existir admite plural, diferentemente do verbo haver, que é impessoal.




13. “De mais” / “demais”
Errado: Você trabalha de mais!
Certo: Você trabalha demais!
Por quê? “Demais” significa excessivamente; também pode significar “os outros”. “De mais” opõe-se a “de menos”.
Ex: Alguns possuem regalias de mais; outros de menos.




14. “Chegar em” / “Chegar a”
Errado: Os atletas chegaram em Curitiba na noite passada.
Certo: Os atletas chegaram a Curitiba na noite passada.
Por quê? Verbos de movimento exigem a preposição a.




15. “A fim” / “Afim”
Errado: Nós viemos afim de discutir o projeto.
Certo: Nós viemos a fim de discutir o projeto.
Por quê? A locução “a fim” de indica ideia de finalidade. “Afim” é um adjetivo e significa semelhança.
Ex: Eles têm ideias afins.




16. “Retificar” / “Ratificar”
Errado: Estávamos corretos. Os fatos retificaram nossas previsões.
Certo: Estávamos corretos. Os fatos ratificaram nossas previsões.
Por quê? Ratificar significa confirmar, comprovar. Retificar refere-se ao ato de corrigir, emendar.
Ex: Vou retificar os dados da empresa.




17. “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”
Errado: Há dois anos atrás, iniciei meu mestrado.
Certo: Há duas formas corretas: “Há dois anos, iniciei meu mestrado” ou “Dois anos atrás, iniciei meu mestrado.”
Por quê? É redundante dizer “Há dois anos atrás”.




18. “Precisa-se” / “Precisam-se”
Errado: Precisam-se de estagiários.
Certo: Precisa-se de estagiários.
Por quê? Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.




19. A /" há "
Errado: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Certo: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
Por quê? Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância.
Exs: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.




20. “Onde” / “Aonde”
Errado: Aonde coloquei minhas chaves?
Certo: Onde coloquei minhas chaves?
Por quê? “Onde” se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. Indica permanência. “Aonde” se refere ao lugar para onde alguém ou alguma coisa vai. Indica movimento.
Ex: Ainda não sabemos aonde iremos.




21. “Senão” / “Se não”
Errado: Nada fazia se não reclamar.
Certo: Nada fazia senão reclamar.
Por quê? “Senão” significa “a não ser”, “caso contrário”. “Se não” é usado nas orações subordinadas condicionais.
Ex: Se não chover, poderemos sair.




22. “Ao meu ver” / “A meu ver”
Errado: Ao meu ver, o evento foi um sucesso.
Certo: A meu ver, o evento foi um sucesso.
Por quê? “Ao meu ver” não existe.



23. “Faz” / “Fazem”
Errado: Fazem dois meses que trabalho nesta empresa.
Certo: Faz dois meses que trabalho nesta empresa.
Por quê? No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Em outros sentidos, concorda com o sujeito.
Ex: Eles fizeram um bom trabalho.




24. Anexo / Anexa
Errado: Seguem anexo os documentos solicitados.
Certo: Seguem anexos os documentos solicitados.
Por quê? “Anexo” é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere.
Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.




25. “Em vez de” / “ao invés de”
Errado: Ao invés de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.
Certo: Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.
Por quê? “Em vez de” é usado como substituição. “Ao invés de” é usado como oposição.
Ex: Subimos, ao invés de descer.





Por enquanto é só! E aí, se identificou com alguma dessas gafes? Lembrou daquela vez que pode ter deixado passar? Fica tranquilo, agora você não deixará mais ;)


Se você ficou com alguma dúvida ou se tem sugestões sobre matérias que gostaria de ler mais, manda um oi para blog@adverum.com.br



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